Escala de Humpty-Dumpty para crianças (RISCO DE QUEDA)
AVALIAÇÃO DO GRAU DE RISCO DE QUEDA DE CRIANÇAS
A avaliação do risco de queda de crianças será realizada por meio da aplicação da Ficha de Avaliação para Risco de Queda em Crianças no Ambiente Hospitalar - Escala HumptyDumpty adaptada para pediatria . Do momento da admissão do paciente até sua alta, sendo revisada diariamente, conforme a rotina da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE).
FATORES DE RISCO PARA QUEDA EM CRIANÇAS
Os fatores que predispõem as quedas na criança são os mesmos que predispõem no adulto (citados em 4,1,1 deste documento).
UTILTZAÇÃO DA ESCALA DE HUMPTY-DUMPTY ADAPTADA
São avaliados os seguintes parâmetros: idade, sexo, diagnóstico, fatores ambientais, medicações usadas, deficiências cognitivas, cirurgia/ sedação/a nestes¡a. Na Escala Humpty-Dumpty adaptada, são atribuídos pontos a parâmetros pré-definidos e o somatório desses pontos definirão o risco de queda. Critérios de avaliação: a soma das pontuações atribuídas a cada um dos 7 (sete) parâmetros (mínima 7 e máxima 22) definirá o grau de risco de queda da criança, de acordo com a Escala Humpty-Dumpty. A criança será classificada com alto risco de queda ou baixo risco de queda. . Baixo risco de queda: de 7 a 11 pontos na escala Humpty-Dumpty . Alto risco de queda: de 12 a 22 pontos na escala Humpty-Dumpty
IDENTTFTCANDO O PACTENTE COM RrSCO DE QUEDA
O paciente no momento da admissão na unidade de produção do cuidado deverá ser avaliado pelo enfermeiro quanto ao risco de queda aplicando os instrumentos próprios (Escala de Morse para adultos e Escala de Humpty-Dumpty para crianças) até a alta, sendo revisada diariamente, conforme a rotina da sistematização da assistência de enfermagem (SAE). O risco de queda deverá ficar sinalizado na placa de Identificação do Paciente (beira leito) e atualizada sempre que necessário.
PLANEJAMENTO A ASSISTÊNCIA DO CUIDADO
Após a avaliação do risco de queda e identificação do paciente com risco de queda, deverá ser planejada a assistência do cuidado pela equipe multidisciplinar, desde cuidados de higiene pessoal e revisão de medicações, à limpeza e organização do ambiente, visando melhor qualidade da assistência e amenização dos riscos.
AÇÕES PREVENTIVAS
- Medidas Gerais: a unidade de produção do cuidado deverá adotar medidas gerais para a prevenção de quedas de todos os pacientes, independente do risco. Tais medidas incluem: 'Criação de um ambiente de cuidado seguro conforme legislação vigente: pisos antiderrapantes, mobiliário e iluminação adequada, corredores livres de obstáculos (por exemplo, equipamentos, materiais e entulhos).
Orientação e supervisão do uso de vestuário e calçados adequados; . Movimentação segura dos pacientes.
Adequação das acomodações e do mobiliário à faixa etária, aos pacientes pediátricos;
Orientações aos pacientes e familiares sobre o risco de queda e de dano por queda, e também sobre como prevenir sua ocorrêncla.
Essas ações devem ocorrer na admissão e durante a permanência do paciente no hospital.
- Medidas Específicas: a equipe da unidade de produção do cuidado deverá avaliar o risco de queda e definir as ações de caráter preventivo para pacientes que apresentem tal risco. Medidas individualizadas para prevenção de queda aos pacientes devem ser prescritas individualmente e implementadas, além dg assegurar a comunicação efetiva entre profissionais e serviços sobre o risco de queda e risco de dano da queda, bem como sobre as medidas de prevenção.
A reavaliação do risco dos pacientes deverá acontecer em caso de transferência de setor, mudança do quadro clínico, episódio de queda durante a internação ou na identificação de outro fator de risco.
Escala de Morse *para pacientes acima de 14 anos
https://enfermagemintensivaadultoepediatra.blogspot.com/2022/10/escala-de-morse-e-o-panorama-das-queda.html
REFERENCIAS
1. Protocolo Prgvenção de Quedas. Ministério da saúde/Anvisa/Fiocruz. Protocolo integrante do Programa Nacional de Segurança do Paciente.
2. Dykes PC, Carroll DL, Hurley A, Lipsitz S, Benoit A, Chang F, et al. Fa
3.Oliver D, Healey F, Haines TP. Preventing falls and fall-related injuries in hospitals Clin Geriatr Med 2OIO; 26(4):645-92.
4.Cooper CL, Nolt lD, Development of an evidence-based pediatric fall prevention program. J Nurs Care Qual 2OO7i 22(2):tO7-72.
5.Boushon B, Nielsen G, Quigley P, Rutherford P, Taylor J, Shannon D, Rita S, How-to Guide: Reducing Patient Injuries from Falls. Cambridge, MA: Institute for Healthcare Improvement¡ 2012. Disponível em:www,ihi.org. Acesso em: 28 Nov. 2022.
6.Correa AD, Marques IAB, Martinez MC, santesso PL, Leão ER, chimentão DMN, Implantação de um protocolo para gerenciamento de quedas em hospital: resultados de quatro anos de seguimento. Rev Esc Enferm [periódico na internet].201246(I):67- 74. Disponível em: http://www.scielo,brlpdf/reeusp/v46nI/v46n1a09.pdf Acessado em 28 Nov. 2022.
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