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ERITROPOETINA ( PRODUÇÃO E AÇÃO) - FISIOLOGIA HUMANA - FISIOLOGIA RENAL ...

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A eritropoetina é um hormônio natural de natureza glicoprotéica sintetizado principalmente em células epiteliais específicas que revestem os capilares peritubulares renais.  Os rins apresentam função preponderante em sua síntese, sendo responsáveis por secretar 90% da eritropoetina circulante.  O fígado contribui com cerca de 10% da produção total deste hormônio. No Brasil, a proteína utilizada como medicamento é denominada alfaepoetina, de acordo com a Denominação Comum Brasileira (DCB). A alfaepoetina contém 165 aminoácidos e é obtida por tecnologia de DNA recombinante. Possui um peso molecular de 34 mil Daltons e é produzida em células de CHO (células de ovário de hamster chinês), nas quais o gene da eritropoetina foi inserido.  O produto contém uma seqüência de aminoácidos idêntica à natural. A eritropoetina é o principal regulador da eritropoese, que é o processo de formação das hemácias ou células vermelhas do sangue.  Ela age estimulando a mitose e a diferenci...

Cuidados na Administração do Nitroprussiato de Sódio (NPS) em UTI

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  O Nitroprussiato de sódio é um potente vasodilatador arterial e venoso, reduzindo resistência vascular arterial e aumentando o pool venoso. Possui ação direta sobre o músculo liso vascular, formando óxido nítrico, responsável pela vaso dilatação. A via metabólica de formação de ON é diferente das dos nitratos, explicando o não surgimento de tolerância e a maior potência desta droga em locais diferentes da vasculatura. Indicação : Sua principal indicação é em situações de EMERGÊNCIA HIPERTENSIVA. Estas incluem: riscos de encefalopatia hipertensiva, hemorragia cerebral; descompensação cardíaca aguda acompanhada por endema pulmonar; dissecação de aneurismas; síndrome do sofrimento respiratório idiopático em recém-nascidos; nefrite glomerular aguda. Está indicado também no pós-operatório de cirurgias de grande porte (revascularizaão miocárdica, endarterectomia de carótida, cirurgias vasculares) para melhor controle da pressão sanguínea. Pode ser utilizado também para estimular o déb...

Cuidados de Enfermagem na Administração de Medicamentos

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  A administração de medicamentos A administração de medicamentos é uma das atividades atribuídas à equipe de enfermagem.  Isso exige dos profissionais muita responsabilidade, conhecimento e habilidade, g arantindo assim a segurança do paciente. Data; Nome do medicamento (genérico ou comercial); Dose; Frequência; Via de administração; Assinatura do médico. Em situação de urgência / emergência, em casos de prescrição verbal, administre o medicamento, realize as devidas anotações e providencie logo após, o registro em prescrição médica. Cuidados de Enfermagem na Administração de Medicamentos 1-  Boa iluminação no local de preparo; 2-   Realizar a higiene das mãos; 3-   Manter a Concentração e atenção durante o preparo da medicação; 4-  Não interromper a tarefa antes de finalizada; 5-   Manter a prescrição médica sempre à frente enquanto é preparada; 6-   Realizar as três leituras do rótulo: 1°-  antes de retirar o frasco ou ampola do armário ou...

Os três princípios das drogas vasoativas

  Para entender melhor como as drogas vasoativas agem depois que elas passam do equipo da bomba de infusão para a veia ( central ) do paciente, é importante ter três princípios em mente: 1. Uma droga, vários receptores:  cada droga vasoativa ativa não um, mas vários receptores, em diferentes intensidades. Isso significa que a resposta fisiológica a cada droga não é linear, pois depende da interação de diversos receptores com efeitos distintos. A norepinefrina, por exemplo, age tanto em receptores adrenérgicos alfa-1 como em receptores adrenérgicos beta-1. 2. Resposta dose-dependente:  uma mesma droga pode ter efeitos diferentes (e até contrários!) em diferentes doses. Isso acontece em parte porque uma mesma droga pode ativar receptores diferentes em concentrações diferentes. A dopamina, por exemplo, ativa principalmente receptores beta-1 em doses baixas, mas em doses mais altas o agonismo de receptores alfa se torna mais importante. 3. Efeitos diretos e efeitos reflexos: ...

Drogas vasoconstritoras e inotrópicas

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  2- Drogas vasoconstritoras e inotrópicas Noradrenalina . Considerada o vasoconstritor de primeira escolha nos casos de hipotensão refratária a volume. É um potente agonista alfa 1 e apresenta também moderada atividade beta 1 e mínima beta 2. O efeito hemodinâmico preponderante é a vasoconstrição, mas seus efeitos beta-adrenérgicos ajudam a manter o débito cardíaco (DC). A administração geralmente resulta em um aumento clinicamente significativo na pressão arterial média (PAM), com pouca alteração na frequência cardíaca ou DC (1).   Adrenalina . É um potente agonista dos receptores alfa 1 e beta 1, além de possuir atividade beta 2 maior que a noradrenalina. É considerada um vasopressor de segunda linha devido aos seus efeitos metabólicos, mas é o vasopressor de escolha em associação a noradrenalina nos casos de choque refratário (noradrenalina > 0,5 µg/Kg/min) (1). Seu uso está associado a aumento dos valores de lactato devido ao aumento da via glicolítica (1,7). Dopamina ...

Drogas vasoativas em revisão Parte 1

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  O choque circulatório é a síndrome resultante da falência do sistema cardiovascular em manter a perfusão tecidual adequada. A prioridade inicial do tratamento é manter a estabilidade hemodinâmica, enquanto a etiologia do choque é investigada e o tratamento definitivo é providenciado. O suporte hemodinâmico é baseado principalmente em três intervenções: reanimação volêmica, vasopressores e inotrópicos. Quando a administração de fluidos não consegue restaurar a pressão arterial e a perfusão tecidual, a terapia com drogas vasoativas deve ser considerada (1). São drogas frequentemente usadas no ambiente de terapia intensiva, já que o choque circulatório pode acometer até um terço dos pacientes que necessitam de cuidados intensivos. O choque séptico é o mais frequente com 62% dos casos, seguido pelo cardiogênico (16%) e hipovolêmico (16%), conforme demonstrou o estudo SOAPII que incluiu 1679 pacientes e comparou noradrenalina com dopamina em pacientes com choque circulatório (2). Os ...