Sobre a limitação de espaço físico, isso pode se configurar como um entrave para o cuidado acolhedor e humanizado?

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Essa é uma questão muito interessante para refletirmos, porque vivemos no Brasil e essa situação entre o espaço físico ideal e o espaço físico que as unidades (especialmente aquelas mais antigas) disponibilizam. É muito importante colocar que a Portaria nº 930 foi pensada e elaborada com muita noção de realidade em que vivemos no Brasil, e os parâmetros que estão nela já são mínimos para garantir o acolhimento e a humanização da atenção. Então, a resposta é sim, a limitação de espaço pode ser um grande entrave, porque precisamos, para a segurança do paciente, de um espaço mínimo. O que temos feito é separar as unidades novas que estão sendo construídas ou reformadas (o MS tem disponibilizado todo o apoio, visitando fisicamente, analisando as plantas) e as unidades antigas com espaço físico muito reduzido. Estamos vivendo o momento de repensar isso, às vezes temos que reduzir um ou outro leito quando não há espaço para uma cadeira entre eles; estamos analisando caso a caso, mas é muito importante que a gente consiga garantir um mínimo de espaço para esse atendimento acolhedor, para garantir a presença dos pais na unidade e para a segurança do paciente.


Sobre essa assessoria, com olhar compartilhado é bem mais fácil de descobrirmos boas soluções; então o que vocês precisarem para tirar dúvidas ou para ter opinião de como está o desenho arquitetônico e o projeto. A necessidade de um remanejamento da área física é um entrave, porém não podemos colocar como obstáculo; temos que ir atrás de soluções para o que será melhor para a recuperação do recém-nascido (acústica, controle da iluminação, etc.). A falta de espaço é um problema, porém temos que conseguir, através de conversas, o mínimo possível; não vamos ficar parados por causa da falta de espaço, vamos tentar sempre essa melhoria.

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