Aprenda a interpretar o HEMOGRAMA de forma FÁCIL


QUAL A IMPORTÂNCIA DO HEMOGRAMA PARA O DIAGNÓSTICO?

Um dos exames laboratoriais mais solicitados, o hemograma é um grande conhecido na rotina clínica, independentemente da especialidade médica. Entretanto, muitas vezes, não é dada a devida atenção para sua análise de maneira mais ampla. Para isso, Dra. Anna Carolina traz informações úteis que vão elucidar quaisquer dúvidas sobre a interpretação do exame, bem como suas aplicações práticas.

Como todos sabem, as análises quantitativas e qualitativas dos elementos sanguíneos (hemácias, leucócitos e plaquetas) representam a principal finalidade de um hemograma. Essa avaliação possibilita direcionar o diagnóstico, acompanhar um tratamento já iniciado ou, ainda, determinar a necessidade de novos exames para investigação complementar, quando for o caso.

QUANDO É NECESSÁRIO SOLICITAR O HEMOGRAMA?

O uso racional do hemograma depende diretamente da avaliação médica a respeito “do que fazer com o exame”, “o que esperar do resultado” ou “quando encaminhar para um especialista”.

Nesse contexto, a aula destaca as principais situações em que o hemograma é solicitado:

  • Avaliação geral;
  • Investigação diagnóstica;
  • Monitoramento clínico;
  • Acompanhamento terapêutico.
CUIDADOS ESSENCIAIS NA HORA DA COLETA

Ao apresentar os diferentes tubos indicados para cada tipo de amostra de sangue, a hematologista reforça algumas práticas recomendadas no ato da coleta:

  1. Nunca deixar de conferir a identificação juntamente com o paciente;
  2. Certificar-se de escolher o local de punção venosa que ofereça menos incômodo ao paciente;
  3. Manter sempre a assepsia do lugar de coleta;
  4. Fazer a homogeneização adequada do material.
COMO É FEITA A AVALIAÇÃO DA AMOSTRA DE SANGUE?

Para efeitos de conhecimento, Dra. Anna Carolina faz um comparativo entre as análises manual e automatizada do hemograma, elencando as principais vantagens e desvantagens de cada técnica. O aluno tem, ainda, a chance de conhecer os equipamentos reais utilizados pelo Núcleo Técnico Operacional do Sabin para o processamento de amostras e análises clínicas.

Na sequência, ela relaciona aspectos analíticos fundamentais para a avaliação do exame.

PARÂMETROS QUANTITATIVOS

  • Hematócrito;
  • Hemoglobina;
  • Contagem dos eritrócitos;
  • Contagem dos leucócitos;
  • Contagem de plaquetas.
PARÂMETROS QUALITATIVOS
  • Volume Corpuscular Médio (VCM);
  • Hemoglobina Corpuscular Média (HCM);
  • Concentração de Hemoglobina Corpuscular Média (CHCM);
  • Variação do tamanho das hemácias (RDW, da sigla em inglês Red Cell Distribution Width). 
PARÂMETROS ADICIONAIS
  • Fração de reticulócitos imaturos (IRF);
  • Conteúdo de hemoglobina dos reticulócitos (Ret-He);
  • Granulócitos imaturos (IG);
  • NRBC (eritroblastos);
  • Volume plaquetário médio (VPM);
  • Fração de plaquetas imaturas (IPF).

Não deixe de assistir, no vídeo, à explicação detalhada para cada parâmetro.

FATORES DE INTERFERÊNCIA NO RESULTADO

Antes do processamento da amostra de sangue coletada, existem fatores que devem ser analisados. Entre eles, estão os hábitos do paciente, como: tabagismo, alimentação, atividades físicas ou uso de medicamentos. Traçar esse perfil é importante para medir qualquer tipo de alteração, como o aumento de produção de células sanguíneas, entre outras alterações.

O período do dia em que o sangue foi coletado também é um fator que pode interferir no resultado. É importante garantir o garroteamento pelo menor tempo possível e checar se o tubo utilizado é o correto para o exame solicitado.

Condições adequadas de temperatura, armazenamento e transporte fecham a lista de requisitos necessários para evitar qualquer tipo de alteração no exame.

Referências:

Koogan, 2016. Renato Failace; Flavo Fernandes. Hemograma: manual de interpretação. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2015.

NAOUM, P. C.; NAOUM, F. L. Interpretação laboratorial do hemograma. AC&T Científica. p.01-11, 2013.

LORENZI, F. T. Manual de hematologia: propedêutica e clínica. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.

http://www.portalsaofrancisco.com.br/corpo-humano/sangue

http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/biologia/sangue.htm

https://www.tuasaude.com/leucograma/

http://www.poaodontologia.com.br/artigos/pdf/POA_19_06_2014%20as%2015_35_.pdf

http://www.saudemedicina.com/contagem-de-plaquetas-resultado-e-como-interpretar/

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Escala de Humpty-Dumpty para crianças (RISCO DE QUEDA)

Derivação Ventricular Externa (DVE)

O QUE FAZ UM TÉCNICO DE ENFERMAGEM EM UMA UTI NEONATAL?