O que é a hipercalemia?

Hipercalemia é quando o nível de potássio na corrente sanguínea está acima do normal. Distúrbios ligado ao potássio são muito comuns em unidades de emergência, enfermarias e UTIs. A importância da hipercalemia, em específico, vem do fato de que ela é potencialmente fatal, mas possui tratamento amplamente disponível.
O potássio é um íon predominantemente intracelular e participa ativamente dos processos metabólicos, estabelecendo gradientes elétricos que são responsáveis por garantir a ordem nas células excitáveis. Adquirimos potássio em nossa dieta convencional. A manutenção de uma faixa normal na corrente sanguínea, geralmente entre 3,5 – 5 mmol/L, é vital para uma boa saúde.
Quais os sintomas da hipercalemia?

Geralmente valores séricos acima de 6 mmol/L promovem efeito despolarizante no potencial de membrana de repouso e facilitam a condutância dos canais de potássio, levando a alterações eletrocardiográficas clássicas, como:
- apiculamento de ondas T;
- efeitos na repolarização ventricular;
- encurtamento do intervalo QT;
- perdas de ondas P; alargamento do QRS; e
- arritmias cardíacas.
E o que a hipercalemia pode causar? Já entre alterações clínicas causadas pela hipercalemia, podemos destacar achados como:
- paralisia muscular;
- fraqueza generalizada;
- tremores;
- redução da motilidade intestinal.
Outra coisa importante: as células podem ser um “abrigo” deste íon ou mesmo uma “fonte”, em diferentes situações, sendo a sua redistribuição por estes compartimentos (intra e extracelular) a primeira linha de tratamento.
Antes de iniciar o tratamento da hipercalemia, saiba diferenciar a gravidade da doença
Antes de partirmos para a análise do nosso caso clínico, é importante que você saiba diferenciar a gravidade da hipercalemia.
- Hipercalemia leve: um paciente com concentração plasmática de potássio < 6 mEq/L e sem anormalidades no ECG.
- Hipercalemia moderada ou até grave: o potássio sérico está entre 6 e 6,5 mEq/L. Nesses casos o paciente necessita de maior atenção.
Claro que o tratamento vai se adaptar à situação clínica de cada um, mas de forma geral, nos casos moderados a graves é necessário um tratamento mais agressivo. Mas relaxa, que a se a sua dúvida é justamente no tratamento da hipercalemia, você está no lugar certo. Vamos te explicar, com detalhes, qual conduta tomar em diferentes casos dessa doença.
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Por Patrick Aureo – médico assistente da Disciplina de Emergências Clínicas da FMUSP patrick.aureo@gmail.com
Referências
Rob Orman, Brit Long. Evidence based hyperkalemia management. ER cast. November 2018
Durfey, Nicole, et al. “Severe hyperkalemia: Can the electrocardiogram risk stratify for short-term adverse events?.” Western Journal of Emergency Medicine 18.5 (2017): 963. PMID: 28874951
McNicholas, Bairbre A., et al. “Treatment of hyperkalemia with a low-dose insulin protocol is effective and results in reduced hypoglycemia.” Kidney international reports 3.2 (2018): 328-336.PMID: 29725636
Long, Brit, Justin R. Warix, and Alex Koyfman. “Controversies in Management of Hyperkalemia.” The Journal of emergency medicine (2018).
Sterns, Richard H., et al. “Ion-exchange resins for the treatment of hyperkalemia: are they safe and effective?.” Journal of the American Society of Nephrology (2010): ASN-2010010079.PMID: 20167700

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