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Acesso Venoso Central

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  O que você precisa saber para prestar uma assistência de enfermagem segura à um paciente com cateter venoso central? O acesso venoso central (CVC) é uma forma de se garantir infusão de medicamentos e cristaloides e de monitorização de parâmetros hemodinâmicos, bem como uma via para coleta de amostras para exames laboratoriais (Figura 1). Figura 1 – Cateter venoso central No ambiente da terapia intensiva, destacam-se os cateteres não tunelizados, de curta permanência e de inserção percutânea na veia subclávia, jugular ou femoral, os quais têm sua implantação feita em pacientes por profissional médico (Figura 2). Figura 2 – Locais para inserção CVC Veia jugular interna Subclávia Femoral Geralmente utilizados por períodos que variam entre 7 e 14 dias, os cateteres são feitos de poliuretano ou teflon, com lúmen único, duplo, triplo, quádruplo e até quíntuplo (Figura 3). Figura 3 – Cateter venoso central com lúmen único, duplo e triplo. Indicações Utilização de medicações com risco de...

Monitoração Eletrocardiográfica na UTI

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  O que é? É o registro do eletrocardiograma que representa a atividade elétrica do coração. A monitoração cardíaca é usada em vários ambientes. Geralmente é utilizada na UTI, em salas de cirurgia, recuperação pós-anestésica, pronto socorro ou em outras unidades onde é necessário monitorar continuamente o ritmo e a frequência cardíaca de um paciente ou até mesmo avaliar os efeitos de uma terapia. A monitoração eletrocardiográfica na terapia intensiva é feita rotineiramente através de um monitor  multiparamétrico, onde os eletrodos são fixados na pele  e detectam a eletricidade gerada no coração, transformando esta eletricidade em ondas com registro em tela. Pode ser feita através de um sistema de 3 ou 5 cabos, onde cada eletrodo fixado capta a atividade elétrica do coração, e todos combinados auxiliam na leitura adequada da morfologia da onda eletro- cardiográfica. Figura 1. 3 Cabos-Posicionamento dos Eletrodos. Figura 2. 5 Cabos-Posicionamento dos Eletrodos. Na prática c...

Derivação Ventricular Externa (DVE)

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  O que a Enfermagem precisa saber sobre a Derivação Ventricular Externa (DVE)? O cateter de Derivação Ventricular Externa (DVE) é um dispositivo instalado no corno frontal do ventrículo lateral e que se conectado a um transdutor que emite o sinal a um monitor, é possível a medição contínua da pressão intracraniana. A DVE é constituída por um cateter de polietileno ou silicone radiopaco de 9 French (Fr) que tem um comprimento de 30 a 50 cm, 2 mm de lúmen interno, 3 mm de diâmetro externo e ponta com orifícios laterais na qual se coloca um saco coletor (Figura 1). Figura 1- Sistema de drenagem (DVE) Escala de pressão – Em mmHg e cmH2O, bureta graduada móvel para maior precisão no controle da pressão e na medição do volume drenado. Filtro antimicrobiano hidrofóbico resistente à água, prevenindo a interrupção da drenagem por bloqueio do filtro. Acompanha clamp que deve ser fechado quando for necessário posicionar o sistema temporariamente na horizontal. Torneira 3 vias – com saída par...

RISCO DE QUEDAS EM CRIANÇAS

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INTRODUÇÃO Segurança do paciente em pediatria é uma área relativamente nova, com poucas pesquisas publicadas e pouca atenção dada aos riscos de acidentes em hospitais que tratam exclusivamente de crianças. Para implementar uma iniciativa de sucesso que melhore a prevenção de quedas, de forma sustentada é necessário uma cultura organizacional e práticas operacionais que promovam o trabalho em equipe e comunicação, bem como especialização individual, uma vez que a conscientização sobre sua importância é uma responsabilidade interdisciplinar. OBJETIVO Reduzir a ocorrência de queda em pacientes e mitigar qualquer dano dela decorrente, no ambiente hospitalar. Implementar medidas que contemplem a avaliação de risco do paciente, para garantir o cuidado multiprofissional em um ambiente seguro, e promover a educação do paciente, familiares e profissionais. 3. Definições Queda - é definida como um evento não planejado que levou o paciente ao chão, com ou sem lesão e relacionado a fatores intrín...

Escala Revista de Cubbin&Jackson

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As úlceras por pressão (UP) são uma problemática atual dos cuidados de saúde, quer pelos danos que causam à pessoa, com diminuição da qualidade de vida, quer por seus custos de tratamento em termos de recursos humanos, materiais e tempos de internamento. Na atual conjetura econômica em que nos inserimos, a necessidade de uma eficiente utilização dos recursos é imperativa. As preocupações com a qualidade dos cuidados de saúde e, consequentemente, com a segurança dos pacientes são uma realidade. Diversas escalas de avaliação do risco de desenvolvimento de úlceras por pressão foram introduzidas nas organizações de saúde.  Estudos direcionados para unidades de terapia intensiva concluem que a Escala de Cubbin e Jackson (C&J) é a de eleição para a avaliação do risco de desenvolvimento de úlcera por pressão em pacientes críticos   Muitos estudos comprovam que a escala Cubbin & Jackson é de maior validação, além dos resultados serem mais confiáveis do que as escala de Braden ...

Aprenda a interpretar o HEMOGRAMA de forma FÁCIL

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QUAL A IMPORTÂNCIA DO HEMOGRAMA PARA O DIAGNÓSTICO? Um dos exames laboratoriais mais solicitados, o hemograma é um grande conhecido na rotina clínica, independentemente da especialidade médica. Entretanto, muitas vezes, não é dada a devida atenção para sua análise de maneira mais ampla. Para isso, Dra. Anna Carolina traz informações úteis que vão elucidar quaisquer dúvidas sobre a interpretação do exame, bem como suas aplicações práticas. Como todos sabem, as análises quantitativas e qualitativas dos elementos sanguíneos (hemácias, leucócitos e plaquetas) representam a principal finalidade de um hemograma. Essa avaliação possibilita direcionar o diagnóstico, acompanhar um tratamento já iniciado ou, ainda, determinar a necessidade de novos exames para investigação complementar, quando for o caso. QUANDO É NECESSÁRIO SOLICITAR O HEMOGRAMA? O uso racional do hemograma depende diretamente da avaliação médica a respeito “do que fazer com o exame”, “o que esperar do resultado” ou “quando enc...

ERITROPOETINA ( PRODUÇÃO E AÇÃO) - FISIOLOGIA HUMANA - FISIOLOGIA RENAL ...

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A eritropoetina é um hormônio natural de natureza glicoprotéica sintetizado principalmente em células epiteliais específicas que revestem os capilares peritubulares renais.  Os rins apresentam função preponderante em sua síntese, sendo responsáveis por secretar 90% da eritropoetina circulante.  O fígado contribui com cerca de 10% da produção total deste hormônio. No Brasil, a proteína utilizada como medicamento é denominada alfaepoetina, de acordo com a Denominação Comum Brasileira (DCB). A alfaepoetina contém 165 aminoácidos e é obtida por tecnologia de DNA recombinante. Possui um peso molecular de 34 mil Daltons e é produzida em células de CHO (células de ovário de hamster chinês), nas quais o gene da eritropoetina foi inserido.  O produto contém uma seqüência de aminoácidos idêntica à natural. A eritropoetina é o principal regulador da eritropoese, que é o processo de formação das hemácias ou células vermelhas do sangue.  Ela age estimulando a mitose e a diferenci...