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Mostrando postagens de novembro, 2022

Escala Revista de Cubbin&Jackson

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As úlceras por pressão (UP) são uma problemática atual dos cuidados de saúde, quer pelos danos que causam à pessoa, com diminuição da qualidade de vida, quer por seus custos de tratamento em termos de recursos humanos, materiais e tempos de internamento. Na atual conjetura econômica em que nos inserimos, a necessidade de uma eficiente utilização dos recursos é imperativa. As preocupações com a qualidade dos cuidados de saúde e, consequentemente, com a segurança dos pacientes são uma realidade. Diversas escalas de avaliação do risco de desenvolvimento de úlceras por pressão foram introduzidas nas organizações de saúde.  Estudos direcionados para unidades de terapia intensiva concluem que a Escala de Cubbin e Jackson (C&J) é a de eleição para a avaliação do risco de desenvolvimento de úlcera por pressão em pacientes críticos   Muitos estudos comprovam que a escala Cubbin & Jackson é de maior validação, além dos resultados serem mais confiáveis do que as escala de Braden ...

Aprenda a interpretar o HEMOGRAMA de forma FÁCIL

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QUAL A IMPORTÂNCIA DO HEMOGRAMA PARA O DIAGNÓSTICO? Um dos exames laboratoriais mais solicitados, o hemograma é um grande conhecido na rotina clínica, independentemente da especialidade médica. Entretanto, muitas vezes, não é dada a devida atenção para sua análise de maneira mais ampla. Para isso, Dra. Anna Carolina traz informações úteis que vão elucidar quaisquer dúvidas sobre a interpretação do exame, bem como suas aplicações práticas. Como todos sabem, as análises quantitativas e qualitativas dos elementos sanguíneos (hemácias, leucócitos e plaquetas) representam a principal finalidade de um hemograma. Essa avaliação possibilita direcionar o diagnóstico, acompanhar um tratamento já iniciado ou, ainda, determinar a necessidade de novos exames para investigação complementar, quando for o caso. QUANDO É NECESSÁRIO SOLICITAR O HEMOGRAMA? O uso racional do hemograma depende diretamente da avaliação médica a respeito “do que fazer com o exame”, “o que esperar do resultado” ou “quando enc...

ERITROPOETINA ( PRODUÇÃO E AÇÃO) - FISIOLOGIA HUMANA - FISIOLOGIA RENAL ...

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A eritropoetina é um hormônio natural de natureza glicoprotéica sintetizado principalmente em células epiteliais específicas que revestem os capilares peritubulares renais.  Os rins apresentam função preponderante em sua síntese, sendo responsáveis por secretar 90% da eritropoetina circulante.  O fígado contribui com cerca de 10% da produção total deste hormônio. No Brasil, a proteína utilizada como medicamento é denominada alfaepoetina, de acordo com a Denominação Comum Brasileira (DCB). A alfaepoetina contém 165 aminoácidos e é obtida por tecnologia de DNA recombinante. Possui um peso molecular de 34 mil Daltons e é produzida em células de CHO (células de ovário de hamster chinês), nas quais o gene da eritropoetina foi inserido.  O produto contém uma seqüência de aminoácidos idêntica à natural. A eritropoetina é o principal regulador da eritropoese, que é o processo de formação das hemácias ou células vermelhas do sangue.  Ela age estimulando a mitose e a diferenci...

PAVM – Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica

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O desenvolvimento da ciência e os avanços tecnológicos trouxeram grande contribuição para a sociedade, como o surgimento das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) no Brasil na década de 70, com o objetivo de proporcionar atendimento diferenciado aos pacientes em estado grave ou crítico. Definição Dentro do ambiente das UTIs, a pneumonia, doença respiratória que afeta o parênquima pulmonar desenvolvendo um processo inflamatório de causa infecciosa, é considerada a principal causa de infecção hospitalar, incidindo em mais de 90% dos pacientes intubados e ventilados mecanicamente. (NEPOMUCENO et al, 2015) Entre os tipos de pneumonias destaca-se a PAVM que é caracterizada por uma infecção pulmonar que se desenvolve de 48 a 72 horas após a intubação orotraqueal (IOT) e instituição da ventilação mecânica invasiva, mas pode surgir também até 48 horas após a extubação, ou seja, após a retirada da IOT. A PAVM é considerada um dos efeitos mais temidos nas UTIs, com índice de mortalidade que varia...

Derivação Ventricular Externa

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Hoje, atendendo ao pedido de uma leitora especial, escrevo sobre a Derivação Ventricular Externa (DVE). Quando eu trabalhava na UTI e recebíamos pacientes com DVE, a maioria dos profissionais sentia-se insegura para prestar assistência e manter o paciente em segurança. Eles tinham medo de assumir esse tipo de paciente devido às sérias complicações que poderiam surgir frente a alguma falha.  Definição A Derivação Ventricular Externa é de suma importância nos cuidados à pacientes acometidos por emergências neurológicas, possibilitando a mensuração da pressão intracraniana (PIC), da pressão de perfusão cerebral (PPC) e o desvio do líquido cefalorraquidiano (LCR). A DVE é necessária no tratamento de pacientes com distúrbios da circulação liquórica, pois a maioria desses pacientes tem hemorragia subaracnóide ou intraparenquimatosa. Também representa suporte no tratamento da hidrocefalia e em patologias como traumatismo cranioencefálico (TCE) e processos tumorais. Alguns pacientes têm le...

Pressão Arterial Invasiva (PAI)

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Percebi que alguns estudantes estavam carentes de informações sobre monitorização hemodinâmica, e tinham dúvidas em relação à Pressão Arterial Invasiva (PAI). Alguns cogitavam a possibilidade de formar grupos de estudo para suprir essa necessidade. Então, para ajudá-los, escrevo algumas informações sobre o procedimento. Definição Os métodos para verificação de pressão arterial são:  não invasivos manuais ou automatizados  e  invasivo . O método invasivo está indicado nas seguintes situações: Alterações rápidas e de grande magnitude. Pacientes graves com infusão contínua de drogas vasoativas, vasodilatadores, vasopressores ou inotrópicos Controle estrito da pressão arterial (batimento a batimento). Coletas frequentes de sangue arterial – medida seriada da gasometria. Crises hipertensivas Choque de qualquer causa Parada cardíaca Trauma neurológico ou politrauma Insuficiência respiratória grave Procedimentos cirúrgicos de grande porte Uso de balão intra-aórtico Contrain...