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Mostrando postagens de outubro, 2022

A ESCALA RASS

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A  escala de agitação e sedação de Richmond  (ou “RASS”, do inglês “Richmond Agitation-Sedation Scale”) é uma escala empregada para avaliar o grau de sedação e agitação de um paciente, geralmente usado por profissionais que atuam em Unidades de Terapia Intensiva. Consiste em um método de avaliar a agitação ou sedação de pacientes usando três parametros claros que para determinar o nível, que varia de +4 a -5 na escala. A Escala RASS utiliza como um dos parâmetros o tempo em que é mantido contato visual com o paciente, a fim de entender o quanto ele está alerta. Outro parâmetro utilizado, é o nível de inquietude do paciência, que que pode variar de apenas levemente incomodado com os aparelhos até estar agressivo com a equipe médica que o atende, se tornando um perigo a essa equipe. MEDINDO OS NÍVEIS DA ESCALA RASS RASS +4 Combativo Combativo, violento, representando risco para a equipe RASS +3 Muito agitado Puxa ou remove tubos ou cateteres, verbalmente agressivo RASS +2 Agitad...

Escala de Humpty-Dumpty para crianças (RISCO DE QUEDA)

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AVALIAÇÃO DO GRAU DE RISCO DE QUEDA DE CRIANÇAS  A avaliação do risco de queda de crianças será realizada por meio da aplicação da Ficha de Avaliação para Risco de Queda em Crianças no Ambiente Hospitalar - Escala HumptyDumpty adaptada para pediatria . Do momento da admissão do paciente até sua alta, sendo revisada diariamente, conforme a rotina da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE). FATORES DE RISCO PARA QUEDA EM CRIANÇAS   Os fatores que predispõem as quedas na criança são os mesmos que predispõem no adulto (citados em 4,1,1 deste documento). UTILTZAÇÃO DA ESCALA DE HUMPTY-DUMPTY ADAPTADA  São avaliados os seguintes parâmetros: idade, sexo, diagnóstico, fatores ambientais, medicações usadas, deficiências cognitivas, cirurgia/ sedação/a nestes¡a. Na Escala Humpty-Dumpty adaptada, são atribuídos pontos a parâmetros pré-definidos e o somatório desses pontos definirão o risco de queda. Critérios de avaliação: a soma das pontuações atribuídas a cada um dos 7 (...

Quais são as normas para os berçários?

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Já temos trabalhado bastante com essa questão, fomos, inclusive, para uma consulta dirigida para revisão da RDC nº 50 com todas as unidades, as privadas e as do SUS, porque não existe mais nenhum sentido para mantermos os berçários. O berçário é um ambiente que não favorece nem o recém-nascido e nem a mãe. Hoje, sabemos do que o bebê e a mãe precisam, desde o momento do nascimento até o momento de alta. Então, não temos mais normas para os berçários, a RDC nº 50 vigente, que está em revisão, trazia esse ambiente, mas toda a nossa luta é no sentido de justificar o motivo desse ambiente não ser adequado e esperamos que ele saia da RDC revisada. No processo de revisão (que o MS, inclusive, faz parte), podemos apresentar, justamente, essa questão da unidade neonatal em que temos todas as justificativas de que não há a necessidade do berçário, porque o bebê saudável está lá ao lado de sua mãe (não há necessidade dele estar nessa estrutura). A proposta que foi enviada traz o conceito da unid...

A mãe e o pai podem utilizar o celular sem som no ambiente da unidade neonatal?

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Não. Sabemos o quanto o celular é contaminado; as pessoas caminham com o celular para dentro do banheiro, ele é colocado em todos os lugares, e não há como higienizá-lo. Ao mesmo tempo, uma mãe que fique numa UCINCa, por exemplo, por alguns dias, vai estar sem celular? Não, a gente não vai tirar isso dela; estamos trabalhando muito com isso, organizando e orientando para que o celular nunca fique ao lado do bebê, nem no momento em que ela esteja com o bebê. Ela pode usar o celular em lugares específicos e, depois do uso, lavar as mãos. Isso também vale para os profissionais dento da UTI; hoje, usamos muito o celular para consultas e ele, às vezes, é uma fonte de informação fantástica, mas é preciso saber que se estou com o celular na mão, não posso estar junto do bebê. É preciso lavar as mãos cada vez que largar o celular e for cuidar do bebê.

Sobre a limitação de espaço físico, isso pode se configurar como um entrave para o cuidado acolhedor e humanizado?

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Essa é uma questão muito interessante para refletirmos, porque vivemos no Brasil e essa situação entre o espaço físico ideal e o espaço físico que as unidades (especialmente aquelas mais antigas) disponibilizam. É muito importante colocar que a Portaria nº 930 foi pensada e elaborada com muita noção de realidade em que vivemos no Brasil, e os parâmetros que estão nela já são mínimos para garantir o acolhimento e a humanização da atenção. Então, a resposta é sim, a limitação de espaço pode ser um grande entrave, porque precisamos, para a segurança do paciente, de um espaço mínimo. O que temos feito é separar as unidades novas que estão sendo construídas ou reformadas (o MS tem disponibilizado todo o apoio, visitando fisicamente, analisando as plantas) e as unidades antigas com espaço físico muito reduzido. Estamos vivendo o momento de repensar isso, às vezes temos que reduzir um ou outro leito quando não há espaço para uma cadeira entre eles; estamos analisando caso a caso, mas é muito ...

Quais normas técnicas e legais, hoje, devem ser consideradas para se projetar uma unidade neonatal?

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A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é constituída de um conjunto de elementos funcionalmente agrupados, destinados a pacientes críticos que requer atenção de uma equipe multiprofissional especializada e ininterrupta, atualizada no contexto teórico e pratico com equipamentos específicos e tecnologias destinadas ao diagnóstico e tratamento, devendo contar com uma estrutura física própria, para atender com qualidade e segurança os clientes que necessitam de cuidados para diversas patologias 2 . A UTI é setor obrigatório em todo hospital, devendo ter uma área distinta com capacidade de leitos de 6% a 10 % do total de leitos existentes no hospital, sendo sua planta física composta de 9 a 10 m 2  por leito, ter uma iluminação adequada com um gerador próprio, um ambiente climatizado, paredes laváveis, a unidades deve possuir uma visualização permanente dos pacientes e duas pias por unidade3. A metodologia de trabalho de uma UTI deve ser definida a partir de sua organização. O projeto dev...

Riscos de Incidentes ou Eventos Adversos Relacionado a Sonda Enteral

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Os processos envolvidos na assistência aos pacientes que necessitam de alimentação por sonda guardam riscos de incidentes ou Eventos Adversos (EA). Por definição do Ministério da Saúde brasileiro, incidente é descrito como evento ou circunstância que poderia ter resultado, ou resultou, em dano desnecessário ao paciente, enquanto EA é conceituado como qualquer .  Incidente que resulta em dano ao paciente. Nesse sentido, um dos EA mais conhecidos e mais temidos é a broncopneumonia decorrente da administração da terapêutica no trato respiratório, secundária à localização incorreta da SE ou ao refluxo de conteúdo gástrico pela posição esofágica da ponta distal da sonda. Outros eventos relacionados à SE e de grande potencial para danos são descritos na literatura, habitualmente por meio de relatos de caso. Dentre eles, cabe destacar a Síndrome da Sonda Enteral , na qual ocorrem lesões da mucosa laríngea e paresia das pregas vocais, laceração esofágica em consequência de remoção da so...

Objetivos da Fisioterapia Neonatal na UTI

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  Nas UTI, a fisioterapia é mais aplicada ao tratamento de doenças respiratórias e prevenção de complicações, seja qual for a idade do paciente.  A aplicação  das técnicas de  fisioterapia neonatal  permite observar a diferente resposta dos pacientes a uma mesma manobra, segundo a faixa etária, constituição física e tipo de doença. O atendimento de recém-nascidos prematuros é muito diferente do prestado a uma pessoa adulta, principalmente porque possuem peculiaridades fisiológicas e anatômicas muito diferentes e particulares.  Nos recém nascidos, especialmente nos prematuros, a necessidade de uma escolha criteriosa das técnicas fisioterapêuticas, que passaram a ter avaliação e execução individualizadas, de acordo com o paciente. Pelo risco de efeitos adversos, há uma tendência a evitar manipulações frequentes ou intensas no recém nascido pré-termo (RNPT). O RNPT, também chamado de prematuro, é aquele que nasce antes de completar 37 semanas de gestação . Já ...

Como humanizar os cuidados de Enfermagem em UTI neonatal e pediátrica?

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  Bebês de UTI Neonatal de hospital em João Pessoa são fantasiados de 'coelhinhos da Páscoa' — Foto: Divulgação/Assessoria do Hospital Edson Ramalho A chegada de um filho representa a realização de um sonho. Assim sendo, tudo o que os pais desejam é uma gestação tranquila e que o bebê nasça saudável. Então, durante toda a gravidez o vínculo aumenta e as expectativas crescem. Além disso, os pais esperam que o parto ocorra sem imprevistos e que possam chegar em casa com a criança pra iniciar a rotina da nova família. Contudo, em alguns casos, não é isso o que acontece. Prematuridade, baixo peso ou alguma outra condição fazem com que seja necessária a internação do bebê na UTI neonatal. Assim, as expectativas são quebradas e dão lugar ao medo, insegurança, culpa e preocupações com a saúde do pequeno. Então, é como se o vínculo se rompesse. Por outro lado, muitos pais encaram a UTI como um ambiente hostil e pouco acolhedor. Deixar o bebê no hospital e voltar sozinho pra casa aument...

O que faz um enfermeiro neonatal?

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Qual é o papel do profissional de Enfermagem Neonatal?  O dia a dia do profissional de Enfermeiro Neonatal é uma demanda mais do que habilidades técnicas, pois abrange cuidados especiais aos recém-nascidos saudáveis e, sobretudo,  aos bebês nascidos  prematuros ou doentes. Assim, é necessário criar uma conexão de carinho e afeto  com eles.   Em sua rotina, o profissional promove e estimula a criação do vínculo entre o recém-nascido e a família, trabalha em procedimentos de alta complexidade para a manutenção da vida e acompanha e analisa o crescimento e o desenvolvimento dos bebês.  Ao lidar com a família do neonato, o papel do enfermeiro é proporcionar conforto em momentos difíceis, principalmente às famílias com filhos em estado grave, que estão internados em UTI Neonatal. Nessas situações, o profissional é responsável pelas ações e critérios que deverão ser seguidos durante o processo de internação, buscando e produzindo conhecimento com objetivo de apri...

Sedativos impactam no consumo energético de pacientes em UTI?

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  Alguns sedativos pode causar a superalimentação calórica em pacientes críticos Pacientes internados em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) são pacientes graves, que apresentam necessidade de acompanhamento contínuo. Nesse cenário a terapia nutricional é uma grande aliada na manutenção e recuperações do estado nutricional desses pacientes, tendo em vista que a estimativa da prevalência de desnutrição nesses indivíduos é de, ao menos, 35%. A terapia nutricional desses pacientes é cercada de desafios: estes pacientes são, normalmente, hipermetabólicos e hipercatabólicos, estão na maioria das vezes inconscientes, o que compromete a ingestão alimentar e aumenta a necessidade de terapia de nutrição enteral e parenteral, e ainda estão susceptíveis aos efeitos dos medicamentos utilizados, como os sedativos. Os sedativos são medicamentos comumente utilizados em UTI, principalmente me pacientes em ventilação mecânica (VM), com o objetivo de aliviar o desconforto associado à ela, prevenir as...

Conheça os cuidados com o dreno de tórax

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Você sabe o que é e quais são os cuidados com o dreno de tórax? Então, hoje você irá conhecer o dreno de tórax e aprender os cuidados com o dreno de tórax. O que é a drenagem torácica? É um procedimento realizado pelo médico, que consiste na introdução de um dreno no espaço pleural ou o espaço mediastinal. O que é o dreno de tórax? É feito de material plástico rígido; Graduado a cada 50ml; Tem capacidade de 250, 500, 1000 e 2000 ml; É composto por: Extensão Respirador Tubo longo Clampe Conector Materiais utilizados na  drenagem torácica Mesa auxiliar; Caixa de pequena cirurgia; Drenos de tórax compatíveis com a finalidade; Gazes estéreis; Fio de sutura mono-nylon 2,0 ou 3,0 agulhados; Seringa 10ml descartável para anestesia; Agulhas para anestesia (40×12 e 30×7); clorexidina alcoólica a 0,5%; Xylocaína 2% sem vasoconstritor; Lâmina de bisturi de acordo com o cabo do bisturi; Luvas estéreis; Campo fenestrado; Água estéril para preenchimento do frasco de drenagem (+500ml); Material p...